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El Niño acende alerta no Nordeste e preocupa cidades para enfrentar calor extremo e seca

O Nordeste brasileiro enfrenta um cenário preocupante diante dos efeitos das mudanças climáticas e da possibilidade de intensificação do fenômeno El Niño.

Em entrevista ao portal Mangue Jornalismo, o meteorologista Humberto Barbosa, fundador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (LAPIS), alertou que a região ainda não está preparada para enfrentar os impactos do fenômeno sobre as temperaturas e o regime de chuvas.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial e provoca alterações nos padrões climáticos em diferentes partes do planeta.

Segundo as previsões mencionadas pelo especialista, o evento pode persistir até o início de 2027, com intensidade variando de forte a muito forte.

No Brasil, os efeitos podem ser distintos conforme a região.

No Norte e no Nordeste, o fenômeno pode contribuir para a elevação das temperaturas e o agravamento da seca.

Já no Sul do país, existe a possibilidade de aumento das chuvas intensas e dos temporais, ampliando os riscos de alagamentos e outros desastres naturais.

Uma das principais preocupações destacadas pelo meteorologista é a falta de infraestrutura adequada nas cidades para enfrentar eventos climáticos extremos.

Tanto os grandes centros urbanos quanto os municípios de médio e pequeno porte precisam ampliar sua capacidade de resposta diante de períodos prolongados de calor e estiagem.

A preocupação envolve o abastecimento de água, a proteção das populações mais vulneráveis e a adoção de medidas que reduzam os impactos das altas temperaturas sobre a saúde e a qualidade de vida.

A situação também representa uma ameaça à produção agrícola, especialmente à agricultura familiar, que depende diretamente das condições climáticas e, em muitos casos, não dispõe deirrigação ou de mecanismos financeiros suficientes para enfrentar perdas provocadas pela falta de chuva.

De acordo com Humberto Barbosa, a ausência de estrutura para enfrentar o calor extremo compromete tanto o bem-estar da população quanto a capacidade produtiva das famílias que vivem da atividade rural.

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