A Justiça Eleitoral determinou a suspensão imediata da divulgação da pesquisa Séculus registrada sob o número BA-00478/2026, publicada nesta quarta-feira (16). O levantamento, que apontava o ex-prefeito de Salvador na liderança da disputa pelo Governo da Bahia, foi questionado em decisão liminar do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia.
Na decisão, o juiz Gustavo Teles Veras Nunes apontou que a pesquisa apresentou cenários estimulados considerados incompletos. Segundo o magistrado, a Séculus distribuiu os candidatos em diferentes simulações e retirou, sem justificativa apresentada nos autos, Estevão Brito de um dos cenários e Ariel Capistrano de outro.
Para o juiz, a forma como os nomes foram distribuídos pode ter contrariado regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral para a realização e divulgação de pesquisas eleitorais. A decisão também aponta que a divulgação dos resultados poderia disseminar informações de caráter excludente e afetar a igualdade entre os candidatos na disputa.
Contratada pela Rádio Cultura da Bahia por R$ 50 mil, a pesquisa ouviu 1.535 pessoas entre os dias 10 e 15 de setembro e foi divulgada nesta quarta-feira. A Justiça fixou multa de R$ 10 mil em caso de descumprimento e estabeleceu prazo de dois dias para que a Séculus e a Rádio Cultura apresentem defesa. Por se tratar de uma decisão liminar, o caso ainda será analisado após as manifestações das partes e do Ministério Público Eleitoral.






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