Meninas e meninos negros são as maiores vítimas
O aumento de 11% na letalidade policial contra crianças e adolescentes em São Paulo, entre 2023 e 2024, motivou organizações como o Instituto Peregum, Uneafro Brasil e Rede Liberdade a cobrarem medidas urgentes de proteção à juventude. Entre as ações, está uma Ação Civil Pública protocolada em 2025, que ainda aguarda decisão judicial.
O estudo que embasa a ação aponta que, entre 2013 e 2025, mais de mil menores de idade foram mortos em intervenções policiais, sendo a maioria jovens negros. Apesar da redução dos casos com o uso de câmeras corporais a partir de 2021, os números voltaram a crescer recentemente.
As entidades defendem medidas como o uso obrigatório de câmeras com gravação contínua, maior transparência nos dados, criação de um fundo de proteção à infância e revisão das políticas de segurança pública. O objetivo é garantir os direitos de crianças e adolescentes e enfrentar a violência estatal, considerada pelas organizações como um problema estrutural e marcado por desigualdades raciais.





